CaraECULTURANEGRA 2014 APRESENTA


A 10ª edição do Cara e Cultura Negra nos trás ‘Áfricas Invisíveis’! Demarca aquela mesma África que há em nós e, embora integrada aos nossos percursos ancestrais, quase sempre não a vemos! Mas, também baliza outras africâneas que trilham histórias ocultadas ou esotericamente encarnadas por peles não vistas, porém que aqui se encontram: os vestígios do cárcere, os tabus e preconceitos, o apurado cultivo da pessoa humana, o sujeito enquanto ente coletivo e inscrito como ser único, porém munido de uma narrativa própria do ser sensível.

A temática permanece pioneira e singular na contemporaneidade, pois, trata de uma feição estética tênue que persiste nas diversas ramificações e áreas da atividade humana e sociocultural: população penitenciaria de vulnerabilidades criminais, de drogadição, profundos estágios de exclusão social, estigma de origens de classe, presença identitária de uma etnia racial propicia aos fenômenos da reclusão criminalizatória e preconizadora de gêneros coletivos especificamente determinados aos porões penitenciários punitivos – mães negras solteiras, moradores das periferias suburbanas, assentamentos populacionais abandonados de cuidados básicos de higiene e escoamento de esgoto, luz elétrica e água potável. Caracteres que estigmatização gerações inteiras de jovens, adultos, mulheres, adolescentes e crianças.

Em sua trilha diferencial nos estudos da diáspora, confere formato e feitio às invisibilidades histórico-culturais africanas, as versões ancestrais dos quilombos e hoje revisitadas pela lente ampliada do CaraECULTURANEGRA. Integra-se a esse percurso distintivo programa educacional e artístico, exposições, palestras e oficinas. As referidas ações explicitam processos identitários, práticas e culturalidades que evocam expressões humanas que dão visibilidade, por meio de signos imagéticos, aos modos construcionais de um ser social: peles iconográficas das Áfricas Invisíveis, narrativas de vidas tecidas pela arqueologia de víveres povos.

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ORQUESTRA DE BERIMBAUS AFINADOS

A orquestra iniciou em março de 2011, pelo músico, percussionista e capoeirista Dainho Xequerê que durante sua trajetória trabalhou com o saudoso Ramiro Musotto o propulsor da primeira orquestra de berimbaus afinados, onde o musico aprendeu as técnicas que hoje são utilizadas na OBA DX. A proposta é dar continuidade ao pensamento de Ramiro Musotto mostrando a diversidade musical baiana levando assim os berimbaus afinados com suas notas exatas para os palcos com o show "Uma Corda Vários Sons" um novo conceito para o mercado de eventos sem descaracterizar a capoeira tradicional, sempre buscando música de boa qualidade através dos berimbaus enriquecendo e inovando o mapa musical brasileiro. Hoje a OBA DX é composta por nove integrantes entre eles duas mulheres.

Teatralidade Precária

"A 9ª edição do CaraECULTURANEGRA demarca um momento histórico em seu trajeto de produção, pois, trás a tona as cores do presídio que constitui na contemporaneidade as versões antigas do cárcere, verdadeiras masmorras e quilombos onde se ocultam as exclusões de um dividendo sociocultural que o Estado brasileiro possui com a sociedade – a escravização dos negros, a dizimação dos índios, as trocas e favorecimentos autoritários no poder pelas oligarquias políticas e hoje classistas que se perpetuam nos estágios da governabilidade da intitulada democracia participativa. (...)

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