O CARA E CULTURA NEGRA 2014 CELEBRA AS FEIÇÕES DA DIVERSIDADE

A face negra brasileira
É a pele contemporânea da diversidade
São vestígios de Zumbi
Feições vivas de corpos
Que celebram as cores d’alma.

Seja na rua, na escola,
No nosso dia a dia
Ou nas canções NEGRÁFRICAS
Que nos redime a raça mães
Somos semente melodia

O que nos ama é uno e diverso.
Presente em um canto
Ou em vários versos.

Se rimados ou mesmo separados,
Somos espíritos interiores litorâneos,
Trovadores medievais lusitâneos
Ou Camões renascentistas e africâneos,
Congo Zimbabwe
Ou Árabe Jambo Mediterrâneo


Há um Mar que nos une a Castro  Alves
Depois dos Navios Negreiros
Afro-asiáticos indianos euro indígenas,

Eis as Caras e as Culturas nativas que vivem
Sob esse sol tropical caliente
Que em suas vozes
O broto negro luzeiro
Parda morena flor sapiente
Ilumina o rebento que cresce na semente
Cântico claro antes mesmo
Desse povo nação,
Havia aqui tanta gente
Que vivia da livre nascente
Até o crepúsculo mar poente.

E hoje, na Terra Brasilis
O CARA E CULTURA NEGRA
CELEBRA AS FEIÇÕES
DAS NEGRALMAS DA GENTE

Somos um Sol de explosões clarividentes,
Natureza mãe gema ente,
Vidas de corações banhados
Nesse berço que cintilas
A origem luminosa imanente!

Esse canto nos redime
No ritmo das estações, climas e ciclos
Aos deuses deusas noites e dias!

Sentir que viver o presente
É saborear o fruto que há no amor
Dessa Bras “ilha” caribenha.

Há um rio que nos guia
Até a outra margem
Que é travessia
Para um sentido versátil de etnia:

Africânea Indígena Lusitânia
Beira mar maresia
Iemanjá Iansã Sultão das Matas
Xango chamo Iorubá
Tupi Guarani
Caboclo Sete Flechas Tupinambá Guaxinim
Mãe d’Água Oxalá Virgem Maria.

José Nildo de Souza
É poeta e professor
Nascido em Brasília