O CARA E CULTURA NEGRA 2014 CELEBRA AS FEIÇÕES DA DIVERSIDADE

A face negra brasileira
É a pele contemporânea da diversidade
São vestígios de Zumbi
Feições vivas de corpos
Que celebram as cores d’alma.

Seja na rua, na escola,
No nosso dia a dia
Ou nas canções NEGRÁFRICAS
Que nos redime a raça mães
Somos semente melodia

O que nos ama é uno e diverso.
Presente em um canto
Ou em vários versos.

Se rimados ou mesmo separados,
Somos espíritos interiores litorâneos,
Trovadores medievais lusitâneos
Ou Camões renascentistas e africâneos,
Congo Zimbabwe
Ou Árabe Jambo Mediterrâneo

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Programação

PROGRAMAÇÃO 10º CaraECULTURANEGRA - Ano  2014  | Baixe a programação

Dia 21 de novembro

ABERTURA DO CARA E CULTURA NEGRA
Salão Negro do PANTEÃO DA PÁTRIA
Praça dos Três Poderes  - Brasília  - Brasil
19h às 23h

Apresentações artísticas

19 horas – Abertura com a mensagem do sacerdote TATA NGUNZ'TALA
19h30minmin Grupo BATUKENJÉ
20h ORQUESTRA DE BERIMBAUS AFINADOS
21h FARRA DE BASQUIAT – intervenção cênica
22h Jorge Ramos e convidados
       Lançamento do CD ‘LILITH, A LUA NEGRA’

Apresentação de vídeos

Abertura da exposição temática e fotográfica ‘AFRICAS INVISIVEIS’ do fotógrafo paranaense SERGIO RANALLI

Lançamento do PROGRAMA CaraECULTURA no formato EAD (Ensino à Distância) : ambiente virtual de aprendizagem para o ensino da História da África. Utilizando ferramentas próprias dos ambientes virtuais de aprendizagens (AVAS) possibilitando a ampliação de estudos de pesquisas e ações referentes à história e cultura africana.

LANÇAMENTO DO CONCURSO de artigos científicos com o tema 'AFRICAS INVISÍVEIS, para o corpo docente e discente. As categorias serão definidas pela organização do evento assim como a premiação. Todos os artigos serão publicados em periódicos de grande circulação.

DESENVOLVIMENTO DO MAPEAMENTO de ATIVIDADES SÓCIO|EDUCATIVAS e CULTURAIS REALIZADAS no DISTRITO FEDERAL.

Seminário A Teatralidade Precária. Uma experiência ressocializadora diante das práticas de violência simbólica e metaforização da cidadania no complexo Penitenciário do DF. Trata-se de um seminário que se realizará dentro da programação da 10a edição do Cara e Cultura Negra, em diversos espaços de Brasília (CENTRO POP, Teatro Dulcina de Moraes e UDF) constando de palestras e apresentações em Psicologia, Direito, Pedagogia e Ciências da Saúde, oficinas, laboratórios e exposição de painéis, vídeos e edição do livro, apresentando  o projeto pioneiro e exitoso do professor José Nildo de Souza desenvolvido desde o ano de 2006, cujo principal objetivo é  demonstrar que os sentenciados e detentas chegaram ao mundo do crime e das drogas por não terem acesso à experiência da beleza em suas vidas.


Ações de Promoção à Sustentabilidade e Responsabilidade Social

Um dos compromissos do Projeto é contribuir para o processo de conscientização da responsabilidade social. Várias parcerias serão feitas para atingirmos as metas definidas:

1) QUERO USAR DE NOVO

Lixo reciclável
1.1) Em parceria com a cooperativa de coleta e reciclagem 100 Dimensão, localizada no Riacho Fundo 2, o CaraECULTURANEGRA viabilizará a coleta de lixo reciclável do evento. A Cooperativa processa e produz materiais diversos a partir de algumas dosresíduos mais nobres da cidade, como os do Supremo Tribunal Federal, da Presidência da República e das quadras das asas Norte e Sul. Foi criada há quatorze anos e começou com um grupo de desempregados que se sustentavam por meio da coleta de resíduos. Os catadores selecionam madeira, vidro, ferro, papel, papelão e garrafas plásticas que utilizam para produzir relógios de mesa, esculturas de ferro, luminárias e caixas decorativas, entre outros objetos reciclados. A Cooperativa conta com 200 associados que dividem o trabalho entre a coleta seletiva do lixo, a seleção de resíduos, a reciclagem do material e organização e limpeza do local de trabalho.
 
Banners

1.2) Em parceria com a cooperativa  AS CANDANDAS, todo o material impresso do tipo banner será acondicionado em local apropriado e reutilizado. A cooperativa As Candangas, nascida da Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos de Planaltina/ DF - COAESTP foi fundada em 1998, com o objetivo de gerar trabalho e renda para as mulheres da comunidade de Arapoanga, através da realização de confecção de roupas e acessórios. Ao longo destes 15 anos de trabalho, nos identificamos com o artesanato aliado à preservação do meio ambiente, passando a produzir flores de PET. Hoje, mantendo o foco na reutilização, produzimos bolsas e acessórios feitos a partir de banners reutilizados.


Depoimentos

Zulu Araujo

Presidente da Fundação Palmares no período

"Anos atrás, um grande poeta brasileiro cantou em alto e bom som: “Brasil, mostra a tua cara”. Este verso ecoou pelo país afora como um sinal dos novos tempos que tantos de nós desejávamos. O projeto Cara e Cultura Negra é um desses sinais que se transformou em realidade. Com ousadia, singularidade e muita criatividade o Cara e Cultura Negra vem se transformando numa referência obrigatória no cenário das celebrações do Dia Nacional da Consciência Negra, em Brasília.

O projeto, é um pouco da cara do Brasil, da cabeça de brasileiros, com jeito de Brasil. Do Brasil que quer se mostrar na sua inteireza, mesmo que multifacetada, plural e diversa. A cara de um Brasil que não discrimina,mas que também não se dispersa, nem muito menos segrega. Do Brasil que busca a integração sem desconhecer ou desrespeitar a existência dos outros,das suas diferenças ou das suas identidades.

Neste projeto a cultura negra mostra a sua riqueza e generosidade nos diversos planos da existência humana: seja na culinária, na literatura ou nas artes plásticas, seja nas danças, nos cantos ou nas ciências, mas sobretudo na sua enorme contribuição civilizatória dada para este continente afro-brasileiro. Contribuição que marca toda a nação, que vai desde a ação política na luta permanente pela liberdade e igualdade,passando pela religiosidade e mostrando-se plenamente na estética ou no jeito de falar.

Em verdade, esta é uma das caras e das culturas do Brasil. Do Brasil Negro/Mestiço. Por isto, a Fundação Cultural Palmares, não só se faz presente, como apóia este projeto e convida a todos a participarem de corpo e alma, com a cara e a coragem.

Axé !

Edson Santos

Ministro de Estado Chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - Presidência da República

'Desde o momento em que foram capturados na África, os negros e negras trazidos para o Brasil sofreram inúmeras injustiças. O navio negreiro, a privação da liberdade, o banzo, os trabalhos forçados, a fome e o açoite. Contudo, a população negra brasileira soube se organizar e resistir. Os avanços passaram por Palmares e seu sonho de liberdade. E em 13 de maio de 1888, há 120 anos, chegaram à abolição da escravatura.

Prevaleceu na história brasileira uma visão segundo a qual a Lei Áurea foi uma concessão. Um equívoco. A abolição da escravidão só foi possível graças ao protagonismo do povo negro brasileiro. Mas não foi uma vitória completa. Nossos ancestrais negros, embora libertos da escravidão, não receberam os instrumentos que lhe permitiriam a verdadeira emancipação. Donos de sua liberdade, mas privados de todo o resto, principalmente da educação, os negros e negras de então não atingiram a plena cidadania.

Nossa luta, portanto, precisava continuar. Enfrentamos toda sorte de perseguição. Contra o samba, a capoeira, o candomblé e toda e qualquer manifestação cultural de matriz africana. Enfrentamos, e continuamos a enfrentar, o racismo, o preconceito e as desigualdades. Lutamos muito e resistimos, e aquilo que não nos derrotou nos tornou ainda mais fortes e confiantes no futuro. Ao ser morto, em 20 de novembro de 1695, Zumbi teve a cabeça exposta no alto de um
poste para causar impacto aos escravos. Mas o efeito foi oposto, despertando em muitos a consciência de que era possível lutar contra a escravidão, como Zumbi ousou fazer.

O projeto Cara e Cultura Negra, como uma cabeça de Zumbi contemporânea, nos inspira a refletir sobre as novas lutas que temos pela frente com o objetivo de alcançar a plena igualdade racial em nosso país'.

Babilak Bah

'Vir a Brasília é sempre uma renovação, é visitar um Brasil sonhado.
Aqui, neste território enigmático, em minha tenra juventude tive as minhas primeiras experiências com poesia vendida nos bares e entendi que meu destino pertencia ao universo da cultura.

Vir a Brasília para mim é um desafio e uma ação reveladora; sempre tenho a sensação que estou em um museu a céu aberto: museu de monumentos e de pessoas...e que céu lindo tem esta cidade!

Sabendo que debaixo dos céus mora as contradições e a capital federal não ficaria imune as mesmas diferenças que contrariam o mundo, machucam e dividem os homens que habitam quadras e inúmeros satélites com seus moradores
tão distintos e diversificados fazendo deste lugar uma beleza rara e tão cara para seus habitantes:são arvores tortas na cultura do cerrado.

Vir a Brasília mais uma vez difundir a estética da enxada nos traçados de Niemayer é algo simbólico e altamente gratificante, sem falar da importância de estar dentro de um projeto/ festival que reúne a diversidade de expressões da estética negra.

"Brasília está desperta, pulsa, palpita, lateja" com a realização do Cara e Cultura Negra e com isto a sociedade ganha um espaço de reflexão e se alia as idéias da diáspora africana espalhada pelas Américas fomentando o debate, o conhecimento e a produção cultural do Brasil contemporâneo que grita por igualdade e justiça social, nos abrem portas para o futuro e para o entendimento e amplia discussão de uma sociedade inclusiva e melhor.

Voltar a Brasília é engolir a cidade pelos os olhos e sorver as distorções pela retina vislumbrando vertigem e esperança'...

Babilak Bah – setembro de 2008

Alfredo Gastal

Superintendente do IPHAN no Distrito Federal

Ao começar a fazer essa breve introdução para a exposição Cara e Cultura Negra, lembrei-me,imediatamente de um dos mais queridos amigos que tive na vida: o geógrafo Milton Santos que na sua sofisticada simplicidade, criticava duramente governos e intelectuais por suas atitudes executivas e políticas com relação a construção de uma nação unitária que não descrimina e que assume as suas diversas origens como uma mescla positiva que constrói uma nova etnia, plural e rica.

Ainda somos ainda um país dividido economicamente com o predomínio dos negros entre os de mais baixa renda e de mais baixa escolaridade, afinal, quase 400 anos de escravidão ainda cobram o seu preço. Esta constatação, entretanto, mostra que o problema repousa na falta de oportunidades econômicas e na descriminação social, resultante de décadas de falta de políticas de geração de emprego e renda para os mais pobres e investimentos na educação universal.

Entretanto, não somos os Estados Unidos, onde a estória da gota de sangue negro define a cor de uma pessoa, independente do matiz que ela possua. O brasileiro não pode negar sua negritude porque ela está impressa na sua cultura: música, pintura, escultura, culinária e, sobretudo na sua maneira de pensar e agir. O biótipo cultural do brasileiro, nesses 500 anos de existência, aperfeiçoou-se dando ao nosso “inconsciente coletivo junguiano” uma riqueza múltipla cuja maior raiz repousa na mãe África. . A exposição - Cara e Cultura Negra - expõe a beleza da arte corporal, das artes utilitárias, da arte simplesmente que, ha 50 ou 60 anos atrás, inspirou Picasso no seu trabalho magicamente universal.

Mostra o esplendor da negritude humana e a riqueza de uma culinária exótica e delicada. Enche os vazios com os sons ancestrais que nos embalaram.

Pretender que nossa cultura possui ascendência européia e que por isso é aceita no mundo, é enganoso.

O que nos faz distintos dos outros países é a nossa diversidade cultural, é a capacidade que
tivemos de aqui mesclar o negro, o branco e o indígena na música, na arquitetura, nas artes em geral.

Nossa fala é rica porque também mesclou esses distintos universos. Assim, ter aqui entre nós esta exposição certamente nos fará meditar sobre o quanto ainda devemos aos povos africanos que nos deram origem como país e quanto ainda podemos compartilhar com essas culturas que também são nossas.

E, portanto, como estamos falando de cultura, da cultura que mais influenciou o povo brasileiro, a Superintendência do IPHAN no Distrito Federal tem enorme prazer de participar desse evento que nos aproxima daqueles que são nossos irmãos de alma e sangue.

Quem somos nós

Realização

Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Cidade - nossaMARKA

O C e n t r o  d e  E s t u d o s  p a r a  o  D e s e n v o l v i m e n t o  d a  C i d a d e, denominado nossaMARKA, é uma organização privada sem fins lucrativos que tem como finalidade a promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico e do desenvolvimento econômico e social (art. 3º, incisos II e VIII, Lei Federal nº 9.790/99), com enfoque nos aspectos comunitário, institucional e cultural, a partir de uma visão e de uma concepção estratégica, envolvendo os mais amplos e diversificados setores da sociedade e do Estado, podendo realizar,promover, coordenar, executar, sugerir ou propor ações e projetos destinados a: Estudar, debater, difundir, promover e aprofundar conhecimentos sobre as cidades; Discutir, por todos os meios disponíveis, a otimização e melhorias dos aspectos urbanos, de modo a contribuir com novos conceitos de Requalificação de áreas urbanas e edifícios públicos, promovendo o aceso a bens e serviços essenciais; Colaborar com os poderes públicos, como órgão técnico consultivo e gestor no estudo e solução dos problemas que se relacionem com a atividade.

Algumas atividades do Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Cidade – nossaMARKA

Implantar ou gerir, no todo ou em parte, serviços e atividades de interesse público; Promover a melhoria dos aspectos urbanos da cidade; Implementar políticas urbanas que visem a promoção da cultura, a defesa e a conservação do Patrimônio histórico, artístico e ambiental; Administrar e preservar o patrimônio público; Ministrar cursos de formação profissional para a comunidade;

Realizar diagnósticos, elaborar e executar projetos de desenvolvimento urbano; Promover o desenvolvimento sócio cultural, por meio de atividades e elaboração de projetos que visem contribuir com o crescimento e fortalecimento da cidadania, bem como da qualidade de vida dos cidadãos; Resgatar, promover e difundir o patrimônio urbanístico e cultural afro brasileiro, visando a valorização das diferentes etnias e o fortalecimento da igualdade racial.


Dados

CNPJ: 08.334.546/0001-90
INSCRIÇÃO ESTADUAL: Isenta
ENDEREÇO: SDS Bloco 'D' - Edifício Eldorado sala 615
CEP: 70392-901
TELEFONE: (61) 3225 6418
FAX: (61) 3321 71 00
CELULAR : (61) 9981 6775
PRESIDENTE: Flávia Portela
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Concepção do Projeto
Flavia Portela